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Acirra a concorrência no mercado de manutenção de aeronaves comerciais no Brasil

O mercado de manutenção de aeronaves comerciais no Brasil está crescendo. Com a expansão da frota brasileira as empresas especializadas de manutenção e reparos de aeronaves e interiores acirraram a disputa por novos clientes e capacitações.


Anos atrás a Varig utilizava seu parque de manutenção para prestação de serviços a terceiros, além da frota da extinta companhia aérea. O legado da VEM – Varig Engenharia e Manutenção foi absorvido pela TAP Manutenção e Engenharia Brasil. A TAP M&E Brasil está instalada em dois grandes centros de manutenção, localizados no Rio de Janeiro e em Porto Alegre.


O maior hangar da América Latina, um dos cinco maiores do mundo, está instalado na Área Industrial da TAP M&E Brasil, junto ao Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro (GIG) tem uma área total de 250 mil m², com 180 mil m² de área construída – o que inclui diversas oficinas especializadas e os 14.500m² do hangar. Sua capacidade é de abrigar quatro aviões widebody, simultaneamente.


Com cinco hangares instalados junto ao Aeroporto Internacional de Porto Alegre, conta ainda com o mais bem equipado complexo de oficinas especializadas da América Latina. Sua área total é de 140 mil m², sendo 55 mil m² de área construída – 12.500 m² nos hangares, cuja capacidade é de uma aeronave widebody e cinco narrowbody, simultaneamente, e o restante no maior parque de oficinas aeronáuticas da América Latina. É nesta base que estão sendo feitas as conversões de Boeing 767, de passageiro para cargueiro.


Uma grande concorrente da TAP M&E é a TAM, com seu parque de manutenção em São Carlos, interior de São Paulo. A oficina foi construída inicialmente para prestar manutenção a frota de Fokker 100 da companhia e num curto espaço de tempo já possuía outras certificações capazes para prestar atendimento a frota de jatos Airbus e componentes de Boeing. Instalado em área própria de 4,6 milhões de metros quadrados, o complexo da TAM em São Carlos abriga hangares para manutenção de aeronaves e oficinas com capacidade para revisão de mais de 2 mil componentes aeronáuticos – de computadores de navegação a trem de pouso.


Em 2010 a Gol deve entrar nesta disputa acirrada pois já possui 17.500 m2 de um ceentro de manutenção construído no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Esta área deverá ter uma área total de 45.600 m2 reservada a trabalhos de manutenção e apoio. O pátio, que atualmente tem 27.000 m2, será expandido para 47.000 m2. Assim, haverá 107.220 m² de área útil distribuída em dois hangares. A Gol deverá receber a homologação do Federal Aviation Administration (FAA), agência responsável pela regulação da aviação civil nos Estados Unidos, no final de 2010, quando o grupo terá a opção de realizar manutenção para empresas estrangeiras.


Além disso temos os serviços de manutenção da Total, em Belo Horizonte, atendendo a frota de aeronaves ATR, e a Embraer com seu centro de serviços, com instalações de 4.500 m2 e pessoal altamente qualificado. O Centro é homologado pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil, pela Federal Aviation Administration (FAA) dos Estados Unidos e pela European Aviation Safety Agency (EASA) da União Européia, sob os regulamentos RBHA 145 do DAC e Part 145 da FAA e EASA, para serviços de manutenção de aeronaves Embraer modelos EMB 110 Bandeirante, EMB 120 Brasília, EMB 121 Xingu, Embraer 170/175/190/195 e ERJ 135/140/145.

FONTE: MEIO AÉREO

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