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O MERCADO DE AVIAÇÃO CARECE DE PROFISSIONAIS QUALIFICADOS

FONTE: PORTAL MEIO AÉREO


Hoje, no Brasil, mais de 50 milhões de pessoas viajam por ano de avião. No primeiro semestre houve um aumento de 3% no número de passageiros, comparado ao mesmo período de 2008. Com este crescimento sustentado, o setor tem sofrido com a falta de profissionais preparados para atuar no mercado, e isso sobrecarrega os profissionais que já estão trabalhando na área.


Os motivos para a deficiência de profissionais no setor aéreo são variados: os cursos são caros, as empresas não estão dispostas a pagar pela formação de novos profissionais e os salários já não atraem tanto.


Um piloto, por exemplo, precisa fazer seis meses de curso, pelo menos. Se for para voos comerciais, ele terá que passar mais um semestre na escola. Depois, vêm as horas de voo: 200 em média, que vão custar cerca de R$ 50 mil. Alguns pilotos experientes acreditam que por causa desse gasto tão grande, hoje há bem menos profissionais em busca desse mercado.


“A evasão está se dando exatamente por esse motivo. O custo de aprendizado é extremamente alto e o retorno é extremamente baixo. As empresas não pagam mais de R$ 2,5 mil por mês para um iniciante”, compara o piloto e instrutor Rui Torres.


“Quando você é empregado numa companhia aérea como piloto, você começa ter retorno a partir do terceiro ano, mais ou menos, de tudo aquilo que você investiu para começar na carreira”, afirma o aeroviário Ranieri de Moura Ribeiro.

Congonhas O mercado de aviação carece de profissionais qualificados

Crescimento em risco

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teme que o mercado não esteja preparado para encarar esse processo de crescimento.


“O boom que aconteceu na aviação brasileira entre, mais ou menos entre 2002 e 2005, gerou sérios problemas de oferta de mão-de-obra em 2006 e 2007. Se falta profissional, vamos ter problema de oferta de voos, as companhias vão ter que segurar um pouco a oferta de novos voos e com isso o preço da passagem acaba se elevando”, aponta a diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) Solange Vieira.


“Trabalham no limite máximo e muitas vezes superior ao limite permitido pela Legislação. Uma das características do aeronauta é fadiga crônica. Tanto no comissário quanto nos pilotos e que leva, por exemplo, a afastamento de voos”, afirma a diretora do Sindicato Nacional dos Aeronautas Marlene Ruza.


“A Anac fiscaliza e controla muito as linhas aéreas. Se elas estão colocando os pilotos para trabalhar mais do que o máximo estabelecido. Tem um controle e, na verdade, o que vai acontecer é que não vai poder crescer a taxa que o mercado está demandando”, diz a diretora da Anac Solange Vieira.


A diretora da Anac diz que a agência está oferecendo bolsas de estudos para pilotos que atendem a algumas exigências. Com a bolsa, os interessados podem fazer cursos em aeroclubes. Hoje, segundo o Sindicato dos Aeronautas, há 500 pilotos brasileiros que voam no exterior, onde os salários são melhores.


Curso Universitário

Ao identificar essa oportunidade, a Universidade Anhembi Morumbi, única em São Paulo que oferece graduação em Aviação Civil homologada pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), ampliou o número de vagas, com a abertura do curso também no Campus da Vila Olímpia, além do Campus Centro.


Sobre o curso

Os alunos que optam por pilotagem, treinam em modernos simuladores de voo, onde recebem instruções de Voo por instrumentos (IFR), podendo inclusive aprofundar seus estudos no simulador de Boeing 737 NG.


Durante o curso, é possível obter o Certificado Teórico de Piloto Privado e Comercial de Avião ou Helicóptero, homologado pela Anac e o Certificado de Elemento Credenciado em Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (EC-Prev), homologado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), o que amplia as oportunidades na carreira de trabalho.

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