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Quem é o BOEING 787? – PARTE 2

Continuaremos falando sobre o Boeing 787 DREAMLINER, essa parte falaremos sobre o processo de certificação da aeronave.

No mês de dezembro sabemos que a aeronave realizou o seu voo inaugural e o primeiro voo de teste decolando de Paine Field, em Everett, ao norte de Seattle, onde se encontra a linha de produção. Após o primeiro voo, caso não haja nenhum problema técnico, em Boeing Field, o DREAMLINER passará para os próximos testes, onde será realizada a maioria dos vôos de certificação.

Os aviões usados no programa de certificação voarão na Bolívia e na China (para os testes de decolagem a grande altitude e muito calor), Canadá (frio) e Estados Unidos (em locais como Glasgow, Montana, onde serão realizadas as medições de ruído.


A FAA (Administração Federal de Aviação) dos Estados Unidos determina como deve ser o que deve fazer uma aeronave para ser certificada, para que seja segura durante o voo.
As normas da FAA são chamadas FAR (Regulamento Federal de Aviação) e as mais especificas são a 21 e a 25. Está ultima é a que afeta o Boeing 787 e ele contém cerca de 12 500 itens que devem ser atendidos pelo fabricante da aeronave para conseguir com que a FAA emita seu certificado de aeronavegabilidade.
Todos esses itens estão subdivididos em vários pontos dependendo a parte da aeronave e dos seus sistemas. Essas normas indicam os mínimos que devem ser cumpridos para obter a certificação, mas ao mesmo tempo, o fabricante da aeronave pode propor novas formas de testes com a chegada de novos materiais à industria, métodos, provando que esses testes são validos. A regulamentação não muda tão rápido quanto o desenvolvimento de novas tecnologias.
Para que uma aeronave possa entrar em serviço comercial, seus fabricantes devem obter pelo menos três certificados diferentes por parte da FAA. O primeiro deles é a Certificação de Tipo, o qual assegura que o avião atende a todas as exigências.


O segundo é a certificação de produção, na qual são comprovados os processos de construção realizados pelo fabricante.
O terceiro é o certificado de Aeronavegabilidade, o qual é concedido a cada aeronave individualmente, uma vez verificando que atende ao projeto aprovado e que a sua operação é segura podendo, portanto, ser entregue ao operador.
A FAA está envolvida em todas e cada uma das partes do processo de projeto e testes de um avião com a finalidade de confirmar o cumprimento de todas as exigências ao longo do processo de projeto, fabricação, construção da aeronave, identificação de métodos de testes, determinação das analises a serem realizadas e ensaios em terra e em voo.
A FAA pode chegar a mobilizar até 600 técnicos durante a certificação de um avião como o 787. Eles devem garantir que as normas para a certificação cumpridas e que o fabricante assegure cada um dos processo de produção e a qualidade dos materiais, para que o avião opere de forma segura e que atenda a todas as regulamentações existentes em cada um dos processos envolvidos.

A FAA e a EASA (autoridade européia) são os dois principais centro de certificação aeronáutica. Basicamente, podemos dizer que, se eles outorgarem o seu certificado, a aeronave está certificada em todo o mundo, pois muitos países seguem suas recomendações. Ambos os centros baseiam-se nos mesmos princípios, tanto que é normal que um deles admita ensaios feito sob supervisão do outro, como parte da documentação que o fabricante da aeronave deve entregar e, a cada dia, trabalham mais de forma conjunta.
O processo de certificação do 787 começou há vários anos, mais precisamente, em abril de 2003, quando a Boeing decidiu lançar o programa.
Os primeiros itens a serem certificados são os materiais que formarão o avião. Isso inclui os metais, a fibra de carbono ou outro qualquer a ser utilizado.
Uma vez que completado o projeto do avião, todas as peças que farão parte dele (parafusos, fios, chapas de ligas, materiais compostos, plásticos, etc.) serão testados de forma individual, Uma vez terminados os ensaios de resistências e durabilidade, começa a montagem das estruturas.
Cada uma delas é testada novamente. Depois essas estruturas são testadas em segmentos cada vez maiores, repetindo-se os ensaios a cada passo, até chegar ao avião completo.
No caso do Boeing 787 DREAMLINER, são cerca de 2 300 certificações individuais, de acordo com o programa que a FAA estabeleceu em setembro de 2004, após a analise da petição e documentação enviada pela Boeing.


A aeronave Nº1 (ZA001 para Boeing) é a que foi apresentada ao publico em 8 de julho de 2007 ( 7/8/7, em inglês) e esse mesmo foi o que realizou o voo inaugural.
Durante os dois primeiros meses de ensaios em voo será o único avião a ser utilizado e, da analise dos seus dados, poderão derivar mudanças que afetarão as aeronaves seguintes, tanto as usadas nos ensaios quanto todas as outras que saírem de linha de montagem.
Essas mudanças poderão alterar os resultados dos ensaios dos outros aviões, pelo qual, é importante que ele se sejam realizados com o avião na configuração mais definitiva possível.
Mudanças posteriores poderão provocar a repetição dos ensaios.



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