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Fundador e CEO da Azul Vence o Processo de Privatização da TAP Portugal

Fundador e CEO da Azul Linhas Aéreas David Neeleman | Foto: Divulgação
A Azul Linhas Aéreas Brasileiras divulgou em nota oficial e parabenizou seu fundador e CEO, David Neeleman, por vencer o processo de privatização da TAP.

A companhia acredita que essa aquisição será uma oportunidade muito boa para o Brasil, uma vez que Portugal é a principal entrada dos brasileiros para a Europa e vice-versa, com aproximadamente 1,8 milhão de pessoas por mês que viajam por esta rota, sendo a maioria à lazer. E a TAP é líder nesse mercado e fundamental para atender a essa demanda.

Além da Azul, Neeleman é fundador de outras três companhias aéreas: Morris Air e JetBlue, nos Estados Unidos, e WestJet, no Canadá.

O fundador da brasileira Azul propôs desembolso mínimo de 354 milhões de euros, especialmente para reforçar o caixa da companhia.

O outro concorrente era Germán Efromovich, controlador da Avianca.


O conselho de ministros usou três principais aspectos para a escolha do vencedor: reforço de capital, projeto estratégico e valor da transação.

Com a operação, o consórcio liderado pelo empresário terá 61% da TAP. Além de Neeleman, o empresário português Humberto Pedrosa, ligado ao grupo Barraqueiro, faz parte do consórcio.


A TAP acumulou dívidas milionárias nos últimos anos, o que diminuiu substancialmente o capital da empresa. Por isso, o consórcio vencedor propõe injetar no curto prazo cerca de 340 milhões de euros na empresa.


O secretário de Transportes do governo português e responsável pelo processo de privatização, Sérgio Monteiro, falou sobre a negociação.


— O capital será aportado de diversas formas, mas tudo será feito em dinheiro. A oferta vencedora apresenta mais dinheiro e mais cedo para fazer face aos desafios de tesouraria. Esse valor de capitalização está assegurado.

Como a grande despesa será na capitalização, o valor que ingressará no caixa do governo português com a venda das ações será de 10 milhões de euros ou 2,84% do valor global da oferta.

Monteiro comenta que avaliações mostravam que, mesmo com o reforço de capital exigido na licitação, a TAP teria valor econômico negativo entre 36 milhões de euros e 140 milhões de euros.


— O valor é reduzido, mas é importante. É um valor positivo e não negativo.


A oferta do consórcio vencedor prevê ainda que, conforme o resultado financeiro da aérea em 2015, o total a ser desembolsado por Neeleman e os demais acionistas pode ser maior.


No limite, esse montante poderia chegar 488 milhões de euros, sendo que a parcela destinada ao governo poderia alcançar até 140 milhões de euros.


Monteiro não detalhou a proposta derrotada do controlador da Avianca. A imprensa local, porém, afirma que a proposta de Efromovich previa pouco mais de 250 milhões de euros em dinheiro para o capital da companhia e o restante da capitalização da TAP seria feita indiretamente através da compra de novos aviões.



Efromovich propunha 50 aviões novos e o consórcio vencedor promete 53 novas aeronaves.

Informações que circulam é que não haverá fusão entre Azul Linhas Aéreas e TAP Portugal, seria impossível não haver uma fusão com as duas aéreas, em um mundo cada vez mais competitivo! Qual será os próximos capítulos da "novela" TAP?

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As informações são da Assessoria de Imprensa da Azul, conteúdo do R7 e Estadão.

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