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CENIPA divulga Relatório Final do acidente aéreo de Eduardo Campos

É MAIS QUE VOAR | CENIPA divulga Relatório Final do acidente aéreo de Eduardo Campos
Na foto, o avião acidentado que estava a bordo o ex-governador e candidato à presidência da República Eduardo Campos. O fotógrafo Herbert Monfre registrou a mesma aeronave acidentada, um Cessna Citation XLS+, registro PR-AFA, exatamente um ano antes da queda, 13 de agosto de 2013, a aeronave estava em exposição estática na maior feira de aviação executiva da América Latina em São Paulo.









O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) da Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou nesta terça-feira (18 de janeiro de 2016) o Relatório Final da investigação do acidente aéreo com o avião Cessna Citation XLS+, registro PR-AFA (o mesmo da foto), que vitimou sete pessoas, entre elas o ex-candidato à presidência da República, Eduardo Campos, em agosto de 2014.

O Relatório Final completo pode ser visualizado ou fazer em download aqui.

Em resumo, os fatores do acidente segundo o CENIPA, foram:




  • Indisciplina de Voo – CENIPA apontou que, sem motivo conhecido, houve um desvio da aeronave no momento da descida.



  • Atitude dos pilotos – No momento de aproximação do solo, o fato de os pilotos terem feito um trajeto diferente do programado mostra que eles não aderiram aos procedimentos previstos, o que terminou gerando a necessidade de arremeter.

  • Condições meteorológicas adversas – Segundo o CENIPA, as condições do tempo "estavam próximas dos mínimos de segurança", mas isso, por si só, não implicava riscos à operação. De acordo com o órgão, os pilotos deveriam ter consultado o boletim meteorológico mais recente, pouco antes da decolagem.

  • Desorientação Aeroespacial – Estiveram presentes no momento da colisão, diversas condições que eram favoráveis a uma desorientação espacial, como redução da visibilidade em função das condições meteorológicas, estresse e aumento da carga de trabalho em função da realização da arremetida, falta de treinamento adequado e uma possível perda da consciência situacional, entre outros.


CENIPA também indentificou outros fatores, mas não confirmou influência no acidente:

  • Fadiga – Análise dos parâmetros de voz do copiloto identificou "sinais compatíveis com fadiga e sonolência". Na semana que antecedeu o acidente, a tripulação respeitou as horas de descanso previstas na legislação.


  • Características da tarefa – A pressão em carregar um candidato à Presidência em uma agenda apertada pode ter influenciado os pilotos a operar com "segurança reduzida".


  • Aplicação de comandos – A alta velocidade da aeronave e a curva acentuada que ela fez após a falha no pouso, segundo o CENIPA, poderiam ter sido causadas por manobras fortes demais. Isso pode ter acontecido, por exemplo, pela desorientação espacial dos pilotos.


  • Formação, capacitação e treinamento – Como os pilotos não tinham treinado o procedimento de arremetida naquela aeronave, a falta de conhecimento específico pode ter prejudicado a tomada de decisões.


  • Processos organizacionais – A experiência prévia dos pilotos naquele tipo de aeronave não foi verificada pelos contratantes. A necessidade de um treinamento mais específico poderia ter evitado as dificuldades durante o voo.


Logo no início da apresentação do relatório, o chefe do CENIPA, brigadeiro Dilton José Schuck, afirmou que a função dos técnicos que investigaram o acidente era identificar os fatores que contribuíram ou que podem ter contribuído para a queda do avião, e não atribuir culpa a ninguém.

"Não é finalidade nossa identificar aqui culpa ou responsabilidades de quaisquer pessoas ou instituições. Nosso trabalho é voltado para prevenção", esclareceu. A comissão de  investigação foi composta por 18 especialistas das áreas operacional (pilotos, meteorologista e especialista em tráfego aéreo, por exemplo), humana (médico e psicólogo) e material (engenheiros aeronáutico, mecânico e de materiais).

O Relatório Final completo pode ser visualizado ou fazer em download aqui.




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