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Embraer divulga resultados do 4º Trimestre de 2015 e estimativas para 2016

Embraer divulga resultados do 4º Trimestre de 2015 e estimativas para 2016






Por: Embraer

DESTAQUES


- No 4º trimestre de 2015 (4T15), a Embraer entregou 33 aeronaves comerciais e 45 executivas (25 jatos leves e 20 grandes). No ano, a Companhia entregou um total de 101 aeronaves comerciais, superando sua estimativa anual e 120 aeronaves executivas (82 jatos leves e 38 jatos grandes), alcançando sua estimativa de entregas para 2015;

- A Receita líquida atingiu R$ 7.994,8 milhões no 4T15 e R$ 20.301,8 milhões no ano, atingindo as estimativas da Companhia para o ano;

- As margens EBIT  e EBITDA² atingiram 3,1% e 7,9%, respectivamente, no 4T15 e no ano ficaram em 5,4% e 10,7% respectivamente;

- Excluindo-se a provisão relacionada ao pedido de concordata da Republic Airways Holdings, no 4T15 as margens EBIT e EBITDA seriam de 8,0% e 12,8% e no ano seriam de 7,4% e 12,6% respectivamente. A Margem EBITDA ajustada (excluindo-se os itens não recorrentes) ficou dentro das estimativas anuais da Companhia de 12,6% a 13,6%, embora a margem EBIT tenha ficado abaixo da estimativa para 2015;

- A Geração livre de caixa no 4T15 foi de consistentes R$ 2.551,8 milhões, encerrando o ano em R$ 1.244,6 milhões, bem acima do Uso livre de caixa apresentado em 2014 de R$ 823,8 milhões. A Embraer encerrou 2015 com Caixa líquido de R$ 28,4 milhões, comparada à dívida líquida de R$ 102,6 milhões em 2014;

- No 4T15, a Embraer apresentou Lucro líquido de R$ 425,8 milhões e Lucro por ação de R$ 0,5832 (R$ 683,6 milhões e R$ 0,9362, excluindo impostos diferidos e provisão relacionada ao pedido de concordata da Republic). No ano, o Lucro líquido total foi de R$ 241,6 milhões e o Lucro por ação ficou em R$ 0,3309 (R$ 499,4 milhões e R$ 0,6839 excluindo esses mesmos itens);

- Para 2016, a estimativa da Companhia é de atingir Receita líquida de US$ 6,0 a US$ 6,4 bilhões, impulsionada pelas entregas estimadas de 105 a 110 jatos na Aviação Comercial, de 40 a 50 jatos grandes e de 75 a 85 jatos leves na Aviação Executiva e pela receita de US$ 0,70 a U$ 0,75 bilhão no segmento de Defesa & Segurança.

RECEITA POR SEGMENTO


No 4T15, o mix de Receita líquida por segmento apresentou variação em relação ao 4T14, com o negócio de Aviação Comercial reportando participação de 53,7%, maior que os 47,5% do mesmo período no ano anterior. O segmento de Aviação Executiva subiu de 34,1% no 4T14 para 36,0% no 4T15. Apesar do menor número de entregas na comparação entre os anos, o mix de entregas com um maior número de jatos grandes foi o principal contribuinte para esse crescimento de participação. Já a participação da Embraer Defesa & Segurança na receita da Companhia, apresentou queda de 17,4% para 9,7% principalmente em função da variação cambial que motivou a revisão da base de custos de determinados contratos nesse segmento. A participação de Outros negócios caiu de 1% no 4T14 para 0,6% no 4T15. No ano, o segmento de Aviação Comercial teve 55,9% de participação no total das receitas da Companhia, o segmento de Defesa & Segurança alcançou 13,3%, o segmento de Aviação Executiva reportou 30,0%, enquanto que Outras receitas tiveram participação de 0,8% no ano.

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AVIAÇÃO COMERCIAL


No 4T15, a Embraer entregou 33 aeronaves comerciais, encerrando o ano de 2015 com 101 aeronaves entregues.

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No 4T15, a Embraer alcançou mais um marco histórico na aviação comercial, com a entrega do jato de número 1.200 da família de E-Jets. A aeronave comemorativa, do modelo E195, foi recebida pela Azul Linhas Aéreas Brasileiras S.A., empresa que opera a maior frota de jatos desse tipo no mundo.

Ainda no trimestre, a Embraer anunciou contrato com a SkyWest, Inc. para um pedido firme de 19 jatos E175.Os aviões serão operados pela SkyWest Airlines por meio de uma emenda no acordo de compra de capacidade (CPA - Capacity Purchase Agreement, em inglês) com a Delta Air Lines.

Já a KLM Cityhopper confirmou duas opções adicionais para o jato E175, do contrato com 17 pedidos firmes e 17 opções anunciado em março de 2015.

A Embraer entregou em dezembro os dois primeiros jatos E195 à Tianjin Airlines, cliente-lançador deste modelo de aeronave na China. Estes dois jatos fazem parte do acordo de vendas que a Tianjin Airlines assinou com Embraer em 2014 para 20 jatos E195 e 20 aeronaves E190-E2. No mesmo período, a Colorful Guizhou, também da China, recebeu seus dois primeiros E190.

Por outro lado, no que se refere ao programa de desenvolvimento dos E-Jets E2, o motor PW1900G PurePower® Geared Turbofan™ (GTF), da Pratt & Whitney, que vai equipar os jatos E190-E2 e E195-E2, completou com sucesso o primeiro voo, iniciando assim o programa de ensaios de voo do motor.

No segmento de jatos comerciais de 70 a 130 assentos, a Embraer mantém a liderança com mais de 50% das vendas e 60% das entregas do mercado mundial. No 4T15, a carteira de pedidos (backlog) e entregas da Aviação Comercial era composta da seguinte forma:

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AVIAÇÃO EXECUTIVA


As entregas da Aviação Executiva no 4T15 foram de 25 jatos leves e 20 jatos grandes, totalizando 45 aeronaves, um decréscimo de sete unidades em relação ao mesmo período de 2014. No acumulado anual, 2015 apresentou um aumento de 3,4% em relação a 2014.

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Em outubro a Embraer entregou o 300º Phenom 300. A entrega aconteceu na planta da Embraer de Melbourne, Flórida.

Em novembro, a Embraer Aviação Executiva exibiu seu portfolio completo na National Business Aviation Association Convention and Exhibition, em Las Vegas, Nevada. Durante o evento, a companhia anunciou o aumento do alcance do Legacy 450 para 2.900 milhas náuticas, o melhor alcance da categoria midlight. Também em novembro, a Emirates Flight Academy assinou contrato para compra de cinco Phenom 100E firmes, com opção para outras cinco aeronaves do mesmo modelo. O início das entregas está programado para 2017. Ainda em novembro, o Legacy 500 estabeleceu dois novos recordes mundiais de velocidade em sua classe, totalizando seis recordes em 2015.

Em dezembro a Embraer entregou os três primeiros Legacy 450, bem como o primeiro Phenom 100E na China.

No final de 2015, a Embraer acumulava US$ 2,0 bilhões em pedidos firmes de jatos executivos em carteira.

DEFESA & SEGURANÇA


Em consonância com o seu compromisso de fortalecimento do sistema de defesa e segurança do Brasil, a Embraer Defesa & Segurança vem consolidando sua presença e afirmando sua capacidade de realização frente aos projetos estratégicos nacionais. A empresa oferece em seu portfólio de produtos as aeronaves A-29 Super Tucano, de ataque leve e treinamento avançado, e KC-390, de transporte militar multimissão, oferece uma linha completa de soluções integradas e aplicações de Comando e Controle (C4I), radares, ISR (Inteligência, Vigilância e Reconhecimento) e espaço. Isso inclui sistemas integrados de informação, comunicação, monitoramento e vigilância de fronteiras, bem como aeronaves para transporte de autoridades e missões especiais. Com crescente atuação no mercado global, os produtos e soluções da Embraer Defesa & Segurança estão presentes em mais de 60 países.

Em outubro de 2015, o KC-390 entrou em campanha de voo, apresentando resultados acima das expectativas: operação em todo envelope de altitude e velocidade; operação com todos os flaps, excelente qualidade de voo e pouso; alta maturidade dos sistemas e finalização dos ensaios de impacto de pássaros. A segunda aeronave protótipo encontra-se em fase de montagem final e deu-se o início da produção das primeiras aeronaves de série.

Com relação ao Projeto F-X2 da Força Aérea Brasileira, em outubro de 2015, a Embraer enviou o primeiro grupo de brasileiros para o início do processo de transferência de tecnologia e já iniciou as obras do Centro de Projeto e Desenvolvimento do Gripen na planta industrial de Gavião Peixoto, no Estado de São Paulo.

A Atech Negócios em Tecnologia S.A finalizou a fase de definição, procura e contratação dos principais fornecedores do programa LABGENE (Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica, da Marinha do Brasil), bem como a continuidade da atualização dos centros de controle de trafego aéreo no Brasil, com implementação de versões atualizadas dos sistemas em quatro centros de controle. Também foi concluída a primeira fase da implementação do sistema de gestão de tráfego aéreo (SkyFlow) na Índia.

O Programa do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicação (SGDC), cuja integração está sob responsabilidade da Visiona Tecnologia Espacial, continua com o seu cronograma, bem como todas as entregas contratuais, aderentes ao planejado. Foram iniciadas as instalações das antenas de 13m para controle do satélite e realizada a junção entre a plataforma do satélite e o módulo de comunicação (carga-útil) iniciando assim o ciclo de integração e testes do satélite.

A Savis Tecnologia e Sistemas S.A., empresa líder do Consórcio Tepro, contratado pelo Exército Brasileiro para a execução da integração e implantação do Projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) prosseguiu em seu terceiro ano de implantação, finalizando 2015 com mais de 50% da execução do projeto.

Com relação a Bradar, em dezembro de 2015, celebrou Acordo de Cooperação com o Centro Tecnológico do Exército – CTEx; a Fundação de Apoio à Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – Exército Brasileiro – FAPEB, visando à execução da quarta, e última, etapa do projeto do Radar de vigilância aérea SABER M200.

No final de 2015, a Embraer Defesa & Segurança em conjunto com a AEL Sistemas S.A. e a Avibras Divisão Aérea e Naval S.A decidiram encerrar as atividades da Harpia Sistemas S.A., joint venture formada em setembro de 2011 com o objetivo de explorar o mercado de veículos aéreos não-tripulados. O modelo adotado nesta parceria estava voltado para a execução imediata deste projeto e a definição pela dissolução deve-se a mudança do cenário nacional que motivou a reprogramação destas demandas pelas Forças Armadas Brasileiras. A Embraer entende a importância deste projeto para o Governo Brasileiro e está disposta a suportar o programa de acordo com o planejamento do Ministério da Defesa. Medidas estão sendo tomadas para a garantia de preservação das tecnologias e conhecimentos já desenvolvidos.

Dentre as realizações no cenário internacional, a Embraer Defesa & Segurança prosseguiu com entregas dos A-29 Super Tucano para o programa LAS (Light Air Support, ou Apoio Aéreo Leve), da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), totalizando 11 entregas em 2015.

Foi confirmada, também, pela República do Líbano, a aquisição de seis aeronaves turboélice A-29 Super Tucano da Embraer Defesa & Segurança e da Sierra Nevada Corporation (SNC).

Mais recentemente, já no início de 2016, o jato executivo Phenom 100 foi selecionado para realizar o treinamento dos pilotos das forças armadas do Reino Unido em aeronaves multimotor. O contrato assinado com a Affinity Flight Training Services prevê a aquisição de cinco aeronaves para o programa Military Flight Training System (MFTS), do Ministério da Defesa do Reino Unido. O contrato também inclui um pacote de serviços e opções para aeronaves adicionais.

A Embraer Defesa & Segurança fechou o ano com US$ 4,7 bilhões em sua carteira de pedidos firmes.

ESTIMATIVAS 2016: RECEITA LÍQUIDA, MARGENS, INVESTIMENTOS E FLUXO DE CAIXA LIVRE


Dado o nível de encomendas de aeronaves ao longo dos últimos anos, em que a Embraer recebeu uma parte significativa oriunda das companhias aéreas dos EUA, a Companhia projeta um número maior de entregas para 2016 no segmento de Aviação Comercial. As entregas do jato E175 continuarão a representar uma maior parcela do total de entregas desse segmento.

O mercado de jatos executivos continua desafiador, já que o nível de aeronaves usadas disponíveis para venda continua pressionando a demanda por aeronaves novas. O recente desaquecimento dos mercados emergentes tem afetado a indústria, embora o mercado dos EUA continue a melhorar gradualmente de seus níveis pós-crise. A Companhia acredita que suas novas ofertas de jatos executivos, o Legacy 500 e 450, devem contribuir para o aumento do seu número total de entregas nesse segmento, em comparação a 2015, bem como para o aumento das receitas em 2016. O Legacy 500 continuará sua tendência de crescimento de entregas ao longo do ano, enquanto o jato Legacy 450 terá em 2016 seu primeiro ano completo de entregas.

No segmento de Defesa & Segurança, a Companhia continuará a avançar na execução dos programas existentes, incluindo o KC-390, o Sistema de Monitoramento Integrado de Fronteiras (SISFRON), o Super Tucano LAS e o satélite (SGDC). No entanto, a Companhia espera um declínio das receitas de 2016 nesse segmento, devidos aos ajustes feitos nos programas em meados de 2015 bem como uma taxa de câmbio com um Real desvalorizado que deverá pressionar a receita do segmento quando reportada em Dólares.

Diante desse cenário, em 2016 a Embraer espera entregar de 105 a 110 jatos comerciais, de 75 a 85 jatos executivos leves e de 40 a 50 jatos executivos grandes (que incluiu também o Legacy 500 e o Legacy 450). As receitas totais devem ficar entre US$ 6,00 bilhões e US$ 6,40 bilhões. A contribuição aproximada na receita de cada segmento de negócio para 2016 é a seguinte: 57% Aviação Comercial, 30% Aviação Executiva, 12% Defesa & Segurança e 1% Outros negócios.

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Em 2016, a Companhia espera entregar um mix semelhante de E-Jets E175 no segmento de Aviação Comercial, em comparação a 2015, porém com um número maior de entregas. No segmento de Aviação Executiva, estima-se que em 2016 ocorra um número maior de entregas com um mix mais favorável de jatos grandes, levando a uma melhoria da rentabilidade nesse segmento. Na Defesa & Segurança, projeta-se que uma potencial menor volatilidade na taxa de câmbio do Real frente ao Dólar norte-americano em 2016, deve reduzir as revisões de base de custos, contribuindo para aumentar a rentabilidade. Como resultado, em 2016 a Empresa espera atingir uma Margem EBIT consolidada de 8,0% a 8,5% (de US$ 480 milhões a US$ 545 milhões) e Margem EBITDA de 13,3% a 13,7% (de US$ 800 milhões a US$ 870 milhões).

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A Embraer espera que os investimentos totais alcancem US$ 650 milhões em 2016. Desse total, Pesquisa representará US$ 50 milhões, Desenvolvimento de produto representará US$ 325 milhões e CAPEX será de US$ 275 milhões. A maior parte desses investimentos estará relacionada ao desenvolvimento do programa de jatos comerciais E-Jets E2, Como resultado das estimativas de receita, lucro operacional e investimentos, assim como outros fatores, a Companhia espera que em 2016 seu Fluxo de caixa livre seja um consumo máximo de US$ 100 milhões.

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Essas estimativas são baseadas em suposições que estão sujeitas a vários fatores, muitos dos quais não estão e nem estarão sob o controle da Companhia.








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