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A Primeira edição do International Brazil Air Show

A Primeira edição do International Brazil Air Show
Foto © Divulgação.





A primeira edição do IBAS superou as expectativas de seus organizadores. O evento, que reuniu importantes agentes para discutir as perspectivas e soluções para o setor gerou, nos três primeiros dias, mais de R$ 500 milhões em expectativa de negócios.


“O mercado brasileiro já apresentava para nós uma enorme oportunidade de desenvolvimento econômico, afinal, o setor aéreo brasileiro contribui com 1,3% do PIB, além de ser responsável por 1,6 milhão de empregos e, a realização desta primeira edição, veio para afirmar essa posição importante que temos no mercado”, destaca Paula Faria, diretora executiva da Sator, organizadora do evento.

Ministros, Secretários de Estado, Diretores e Superintendentes da ANAC e de outros órgãos governamentais evolvidos com a aviação civil, transporte aéreo e com a indústria aeroespacial marcaram presença durante todos os dias de negócios. Além deles, importantes marcas do segmento também estiveram presente, seja na feira expondo produtos serviços e novidades, ou durante os seminários voltados para os negócios.

Negócios






A feira de negócios, aberta ao público profissional de quarta a sexta-feira, contou com mais de 6 mil pessoas e 50 expositores. Para Cristiane Dart, gerente sênior de marketing da SITA, foi positiva a participação: “nosso envolvimento com o IBAS foi estratégico, o evento teve o público que esperamos para o Brasil e fizemos ótimos contatos para nossos negócios”.

“Tivemos a oportunidade única de nos encontrar com todos os nossos atuais parceiros em um só lugar além de realizar novos contatos profissionais, encaminhar diversas negociações e anunciarmos novos projetos”, comenta Fabio Campos, diretor executivo da Embry-Riddle que confirma a participação da empresa na próxima edição.

Além das palestras abertas aos profissionais da área, foram realizadas, a portas fechadas, duas reuniões governamentais. Uma da CLAC – Comissão Latino Americana de Aviação Civil, que reúne as Autoridades de Aviação Civil da região, e outra da CORSIA – Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation, que discute os esquemas de compensação de emissões de carbono para a aviação. Encabeçadas pela ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil e ICAO - International Civil Aviation Organization, respectivamente, as duas discussões são muito simbólicas para o Brasil, reforçando a importância do país no cenário mundial.

“Os dias de negócios que tivemos no IBAS foram excelentes. Tivemos um feedback muito positivo de todos os apoiadores e participantes, que comemoraram o número expressivo de tomadores de decisão que conseguimos reunir no evento”, afirma Paula Faria.

Entretenimento


“O ponto alto foi, sem dúvida, o show da Esquadrilha da Fumaça em Copacabana! Tivemos mais de 40 mil pessoas, espalhadas do Leme ao Forte de Copacabana, apreciando as acrobacias aéreas da nossa amada Fumaça”, comenta Paula que completa: “Foi incrível ver como o brasileiro é apaixonado pela Esquadrilha e, ainda mais, ver como as crianças veem neles verdadeiros heróis”.

Para o Major Aviador Daniel Garcia Pereira, da Seção de Comunicação do EDA, o IBAS representa uma das feiras mais importantes no Brasil. “Foi inesquecível para nós, da Esquadrilha da Fumaça, participar da primeira edição do IBAS, ainda mais por nossa demonstração ter sido realizada em uma das paisagens mais belas e famosas do mundo. Poder fazer acrobacias para todo o público da praia de Copacabana, com o céu azul, vai ficar para sempre na nossa memória”.

“Aquele show foi uma pequena demonstração do que realmente queremos realizar e esperamos já poder fazer em 2019. Vamos trabalhar muito para captar novos parceiros e buscar patrocinadores que façam com que o IBAS se consolide como a feira de aviação da América Latina”, comenta Paula.

No sábado e no domingo, dias abertos ao público, o IBAS atraiu mais de 40 mil pessoas na praia de Copacabana e mais de 10mil para a exposição estática de aeronaves e atividades interativas com as crianças, coroando o evento que se repetirá em 2019.

“Os resultados alcançados deixam-nos ainda mais confiantes para a realização da segunda edição, que está prevista para o período de 8 a 12 de maio de 2019, novamente no Rio de Janeiro”, completa.

Women in Aviation


No primeiro dia de evento, o IBAS recebeu pela primeira vez o seminário Women in Aviation.

Molly Martin, Diretora de divulgação internacional do programa, disse estar confiante e determinada na missão de promover iniciativas entre moças jovens: “todos os anos faremos esse encontro, cada vez num lugar diferente do mundo. Precisamos encorajar o governo e a indústria a convidarem moças jovens para participarem de painéis que abordem essas iniciativas”.

Durante décadas, o setor da aviação foi um segmento exclusivamente ocupado por homens, oferecendo pouca, ou nenhuma, oportunidade para as mulheres, que eram vistas apenas em funções administrativas e de atendimento.

A Dra. Fang Liu, primeira Secretária-Geral da International Civil Aviation Organization (ICAO), esteve presente no seminário e reforçou: “Queremos fazer com que escolas e universidade despertem em suas jovens o interesse pela aviação, para que elas sejam encorajadas a ocuparem seus espaços nesta área”.

Com o passar do tempo, a participação feminina cresceu, não apenas no setor de aviação como em diversas outras áreas econômicas. Apesar das mulheres terem alcançado muito espaço na aviação, no Brasil elas ocupam apenas 1,88% dos assentos de comandantes e de copiloto e representam apenas 0,8% de todas as licenças válidas atualmente em comparação com os homens, segundo dados da ANAC.

Paula Faria, Diretora Executiva da Sator se compromete em movimentar o mercado brasileiro: “nós vamos envolver todo o universo feminino. Mulher tem um potencial incrível para mudar qualquer coisa que seja fundamentalmente necessária. O IBAS, e todos as nossas atividades, estiveram a favor do Women in Aviation. As primeiras participantes são principalmente do Rio e de São Paulo, então devemos realizar a reunião em uma dessas cidades”.  Com o objetivo de iniciar o networking e atrair novas afiliadas Paula pretende promover eventos em escolas, falando para meninas sobre as oportunidades da aviação.

Wings of Change


Em parceria com a IATA (International Air Transport Association), o WoC reuniu, durante o IBAS 2017, os principais executivos do setor para debater o desenvolvimento da indústria da aviação no Brasil e na América Latina.

Durante a plenária, que aconteceu na manhã de quinta (30), foi discutido como superar os desafios encontrados para atingir o pleno desenvolvimento na região. Cada vez mais, o papel da aviação no desenvolvimento econômico e social de cidades providas de aeroportos é discutido no mundo. É necessário aumentar a infraestrutura dos aeroportos pensando em suas conectividades, no aumento do tamanho e sofisticação das aeronaves, tudo com um bom planejamento de desenvolvimento urbano nas regiões onde os aeroportos estão inseridos. Segundo Evanicio Costa, engenheiro chefe da Boeing, "no século passado, as cidades desenvolviam os aeroportos e agora, no século XXI, são os aeroportos que desenvolvem as cidades".

De acordo com Elbson Quadros, Vice-Presidente da SITA para a América Latina, quando se trata de Brasil, a infraestrutura já está supersaturada: "o perfil do passageiro está mudando, ele é empoderado e deseja viagens customizadas. O autoatendimento será desenvolvido e até 2025 não existirá mais o check-in tradicional", destaca Quadros que completa: "a regulamentação no setor traria muitas facilidades e se tirarmos algumas amarras do setor de aviação brasileiro, conseguiremos nos desenvolver".


Eduardo Iglesias, Diretor Executivo da ALTA (Associação Latinoamericana de Transporte Aéreo), destaca a importância de existir processos regulatórios para as novas tecnologias que estão por vir. "As companhias aéreas devem pensar em toda a cadeia aeroportuária, planejamento um ciclo que dure de 10 a 15 anos. Se não houver um desenvolvimento saudável, em 20 anos 50 milhões de pessoas não conseguirão viajar de avião, pois não haverá mais espaço nos aeroportos e aeronaves. Existem muitos desafios, mas também muitas oportunidades", cita Iglesias. Ainda segundo o diretor executivo, é essencial que exista um diálogo entre diversas áreas que estão ligadas direta e indiretamente com o ciclo aeroportuário juntamente com os governos envolvidos: "precisamos sair da nossa zona de conforto e fazer com que haja mais flexibilidade no setor de aviação".

Texto: Stéphaine Oliveira.

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