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Navegação: Oriente-se!

Navegação Aéreas - Segurança de Voo: Oriente-se! | Foto © Herbert Monfre - É MAIS QUE VOAR

Os GPS são confiáveis e nunca falham!!! Então, por que devo ser cauteloso em procurar fazer um esforço cerebral para me orientar?





"Por definição, a direção de orientação refere-se à capacidade de encontrar o caminho ou de se deslocar de um ponto no espaço para outro". Grandes aves migratórias e alguns animais marinhos têm um órgão capaz de perceber o campo geomagnético. Em contraste, em humanos, não há órgão sensorial dedicado à orientação. Em outras palavras, o homem não tem um sentido real com um órgão de percepção, mas, por outro lado, ele é capaz de criar estratégias cognitivas para se orientar: memorização de referências úteis no ambiente; percepção de mudanças de trajetória; rastreamento de viagens; construção mental do território; leitura de marcos no céu (estrelas, lua, sol); correlação mapa / terreno; etc. O significado, ou mais precisamente a faculdade de orientação, baseia-se em processos cerebrais (memórias, percepções sensoriais, raciocínio). Assim, entendemos por que a confiabilidade da orientação é imperfeita e longe de ser idêntica em todos os seres humanos.

O uso às vezes indiscriminado e sistemático do GPS enfraquece a solicitação dos processos cerebrais usados para a orientação. Por falta do esforço mental, a capacidade de se orientar tenderia a enfraquecer e até desaparecer. 

Os GPS são confiáveis e nunca falham!!! Então, por que devo ser cauteloso em procurar fazer um esforço cerebral para me orientar?

Se nos ativermos à única necessidade de navegar com eficiência, podemos dizer que, desde o surgimento do GPS nos cockpits de aeronaves, a faculdade de orientação não é mais útil para muita coisa. Especialmente, desde que a complexidade do espaço aéreo não deixa espaço para erros humanos de orientação. Como sabemos, um desvio inesperado da rota quase invariavelmente nos colocará em uma área restrita ou proibida.

O GPS inegavelmente aumenta o conforto e a segurança do voo. Ele libera uma quantidade significativa de recursos cognitivos para ser utilizado, entre outras coisas, o monitoramento da área voada e a ser voada. O uso do GPS aeronáutico é, portanto, parte da vida do piloto profissional e amador. E isso é bom para a segurança e para o cumprimento das regras do ar.

Ontem, no entanto, a imagem de um piloto de avião era de um navegador solitário, capaz de se orientar por quaisquer meios e com poucos recursos. Esse know-how, que está se tornando progressivamente obsoleto, era a origem de grande parte do prazer de voar.

Independentemente dos métodos, a necessidade do senso de orientação através da interpretação de um mapa, identificando pontos de referência, improvisando rumos de navegação, ou encontrando pequenos objetivos, são fontes do prazer e da autorrealização. Não acredito que o prazer e a riqueza do voo emanem do conforto de um GPS, mas sim, da satisfação de navegar por si mesmo. Mas não se trata de se opor ou de lamentar essa maravilhosa evolução tecnológica.

Esforço mental


GPS e orientação não são incompatíveis. Como parte dos voos de lazer, há sempre uma maneira de voar navegando um pouco "na mão". Naturalmente, não é uma questão de redundância com o GPS, monitorando o progresso da navegação em um mapa. Mas em certas ocasiões, é possível deixar o GPS pontualmente "desligado", por exemplo, para voos em rotas na qual já tenha alguma familiaridade com o terreno.

Mais interessante ainda, praticar alguma navegação sem qualquer uso do GPS, apenas com o mapa no seu colo. Esta abordagem faz com que seja necessário fazer um esforço para encontrar pontos de referência no horizonte, gerenciar o tempo com um cronômetro, olhar para a bússola, fazer correções do curso, identificar cidades, estimar a direção da rota e etc.

Mas esta não é a única maneira de manter e desenvolver a faculdade da orientação. Surpreendentemente, uma cidade pode se revelar um bom campo de treinamento. Caminhar na cidade requer observar o ambiente e reativar o processo de orientação: buscar o norte, o sol, orientar-se pelas ruas e avenidas, levando em conta as mudanças na trajetória e no tempo de caminhada, análise dos ângulos e direções das ruas e etc...

Caminhar na floresta, no campo ou nas montanhas também é propício para se tornar consciente de seu ambiente e estimular o processo de orientação. Caminhar com um mapa de 1/25000 traz, não apenas um bem-estar indiscutível, mas uma excelente oportunidade para perceber a topografia do terreno, interpretar os símbolos e etc...

Se você acha que uma caminhada ao ar livre é ridiculamente inadequada para melhorar a orientação de voo? Pense novamente! A solicitação dos processos mentais para se orientar é idêntica à requerida pelo avião. Não é tanto a velocidade, a altura e as marcações em voo que importam. Não, o valor agregado está no esforço de observar o ambiente e implementar o próprio processo mental. Em voo, a abordagem da orientação será idêntica.

Navegar "na mão" não é apenas uma habilidade do piloto real, mas é também uma fonte de prazer para o voo e para a satisfação pessoal. Para confiar constantemente na gestão do voo e de sistemas eficientes e confortáveis, o piloto poderia estar programando sua própria obsolescência ...

Bons voos

Baseado em um artigo do blog Mental Pilote e publicado por Air Training.

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