Pular para o conteúdo principal

Em cenário desafiador, Embraer (EMBR3) divulga resultados do 1º Trimestre de 2020



Em cenário desafiador, Embraer (EMBR3) divulga resultados do 1º Trimestre de 2020 | Foto © Herbert Monfre - Fotógrafo de avião - Eventos - Publicidade - Ensaios - Contrate o fotógrafo pelo e-mail cmsherbert@hotmail.com | Imagem produzida por Herbert Pictures - É MAIS QUE VOAR

Você investe em EMBR3? Em cenário desafiador para o setor da indústria aeronáutica, uma das maiores empresas de inovação e terceira maior fabricante de aviões em todo o mundo, a Embraer –  (B3 / IBOV: EMBR3 | NYSE: ERJ) divulgou o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2020 (1T20).


RESUMO – DESTAQUES


  • No 1T20, a Embraer entregou cinco aeronaves comerciais e nove executivas (cinco jatos leves e quatro grandes) e sua carteira de pedidos firmes (backlog) alcançou US$ 15,9 bilhões;
  • No 1T20, o EBIT1 e EBITDA² foram de R$ (209,1) milhões e R$ 47,6 milhões, respectivamente, levando a margens de -7,3% e 1,7%, respectivamente, comparados ao EBIT de R$ (53,7) milhões, com margem de -1,7% e ao EBITDA de R$ 120,3 milhões, com margem de 3,9%, alcançados no 1 trimestre de 2019 (1T19);
  • Os resultados do 1T20 incluem itens especiais devido aos impactos da COVID-19: 1) R$ 108,6 milhões em variações negativas no valor da participação da Embraer na Republic Airways Holdings e; 2) R$ 163,1 milhões em provisão para devedores duvidosos nas contas a receber, uma vez que a Empresa adotou uma abordagem mais conservadora no contexto da pandemia da COVID-19;
  • O EBIT e o EBITDA ajustados foram de R$ 62,6 milhões e R$ 319,3 milhões, com margens ajustadas de 2,2% e 11,1%, respectivamente;
  • No 1T20, a Embraer apresentou Prejuízo líquido de R$ 1.276,5 milhões e Prejuízo por ação de R$ 1,73. O Prejuízo líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) foi de R$ 433,6 milhões e o Prejuízo por ação ajustado ficou em R$ 0,59. No 1T19, a Embraer reportou um Prejuízo líquido ajustado de R$ 229,9 milhões e um Prejuízo por ação ajustado de R$ 1,25;
  • No 1T20, a Embraer reportou um Uso livre de caixa ajustado de R$ 2.898,8 milhões, em linha com o Uso livre de caixa ajustado de R$ 2.495,1 milhões reportado no 1T19, que é historicamente negativo nos primeiros trimestres devido ao consumo sazonal de capital de giro;
  • A liquidez da Companhia permanece sólida e fechou o 1T20 com um caixa de R$ 12.999,7 milhões. A dívida era de R$ 19.922,9 milhões, sendo que grande parte desta com vencimento a partir de 2022, perfazendo uma dívida líquida de R$ 6.923,2 milhões, comparada à dívida líquida de R$ 4.300,7 milhões ao final do 1T19. A Embraer continua avaliando financiamentos adicionais para melhorar ainda mais sua posição de caixa;
  • Devido à incerteza relacionada à pandemia da COVID-19, as estimativas financeiras e de entregas da Empresa para 2020 permanecem suspensas neste momento.



Em cenário desafiador, Embraer (EMBR3) divulga resultados do 1º Trimestre de 2020 | É MAIS QUE VOAR


¹EBIT corresponde ao resultado operacional.
²EBITDA corresponde ao resultado operacional acrescido da depreciação e amortização.
³Lucro (prejuízo) líquido ajustado não é um parâmetro contábil e exclui o Imposto de renda e contribuição social diferidos no período. No IFRS, o Imposto de renda e contribuição social inclui uma parcela de impostos diferidos que resultam principalmente de ganhos não realizados provenientes dos impactos da variação cambial sobre os ativos não monetários (em especial Estoques, Imobilizado e Intangível). Os impostos resultantes de ganhos ou perdas em ativos não monetários são considerados impostos diferidos e contabilizados no Fluxo de Caixa consolidado da Companhia sob a conta Imposto de renda e contribuição social diferidos. O Lucro líquido ajustado também exclui o impacto pós-imposto da provisão relacionada a itens especiais.


******************

Entregas de aeronaves


A Embraer entregou cinco aeronaves comerciais e nove executivas (cinco jatos leves e quatro grandes), totalizando 14 aeronaves no 1T20. Comparado o primeiro trimestre de 2019 (1T19), a Embraer entregou 11 aeronaves comerciais e 11 executivas (oito jatos leves e três grandes). Historicamente, a Embraer tem menos entregas no primeiro trimestre de cada ano e, no 1T20, em particular, as entregas de aeronaves comerciais também foram negativamente impactadas pelas medidas tomadas em janeiro, mês em que não houve entregas, para efetuar a separação da divisão de Aviação Comercial da Embraer em relação à parceria estratégica, agora encerrada, com a maior fabricante de aeronave americana, a Boeing Company.

No 1T20, a Receita líquida da Embraer teve queda de 8% em relação ao 1T19 e ficou em R$ 2.874,7 milhões, com queda em praticamente todos os negócios da Companhia, à exceção da Aviação Executiva. Apesar das entregas de jatos executivos terem sido pouco menores no 1T20, em comparação ao 1T19, o mix de entregas foi mais favorável, uma vez que uma quantidade maior de jatos grandes foi entregue nesse período.

O Segmento da Aviação Comercial


O segmento de Aviação Comercial representou 22,2% da receita consolidada no 1T20, contra 34,2% da receita no 1T19, uma vez que as receitas caíram 40% na comparação ano a ano, devido a menores entregas no trimestre atual.

No 1T20, a Embraer entregou cinco aeronaves comerciais (3 Embraer 175, 1 Embraer 190-E2 e 1 Embraer 195-E2).

Em janeiro, Embraer e a Skywest Inc assinaram um pedido firme de 20 jatos E175, numa configuração de 76 assentos. A encomenda tem valor de US$ 972 milhões, com base no preço de lista de 2019, e já está incluída na carteira de pedidos firmes do 4T19 da Embraer. A relação da Embraer com a SkyWest remonta a 1986, quando a SkyWest iniciou a operação do turboélice EMB 120 Brasília. Com esta encomenda adicional para o E175, a SkyWest adquiriu mais de 180 aeronaves deste modelo desde 2013.

Em fevereiro, após uma estreia bem-sucedida em 2019 no Paris Air Show, a Embraer exibiu o E195-E2, seu mais recente Profit Hunter, no Singapore Airshow. Com a impressionante pintura "TechLion" (Veja aqui a aeronave em nosso blog ), a empresa apresentou o novo "Rei dos Céus", que transformou o segmento de aeronaves de corredor único com a sua eficiência, sustentabilidade e design de interior.

Em março, a Embraer exibiu o mesmo “TechLion” no evento Wings India. Foi a primeira vez que a aeronave foi exposta em um show aéreo no país. A excelente economia operacional do E195-E2, com um custo por viagem até 25% inferior ao de outras aeronaves narrowbody, torna-o ideal para a abertura de novas rotas e para o crescimento dos mercados domésticos secundários da Índia.

No final do 1T20, a carteira de pedidos (backlog) e as entregas da Aviação Comercial eram as seguintes:

Em cenário desafiador, Embraer (EMBR3) divulga resultados do 1º Trimestre de 2020 | É MAIS QUE VOAR

O Segmento da Aviação Executiva




As entregas da Aviação Executiva no 1T20 foram de cinco jatos leves e quatro jatos grandes, totalizando nove aeronaves.

A parcela da receita da Aviação Executiva aumentou de 14,4% no 1T19 para 20,4% no 1T20, uma vez que as receitas do segmento aumentaram 31%, apesar das menores entregas no 1T20 (nove no 1T20 versus 11 no 1T19) porém com um mix mais favorável (quatro jatos grandes entregues no 1T20 versus três jatos grandes no 1T19). 

No 1T20, a série do jato Phenom 300 ganhou avanços de desempenho, conforto e tecnologia. O Phenom 300E é agora o único jato single-pilot em produção a atingir Mach 0.80, com uma cabine ainda mais silenciosa e atualizações na aviônica que incluem proteção contra o fenômeno conhecido como tesoura de vento (windshear) e um sistema de alerta e prevenção de saídas de pista – a primeira tecnologia do tipo a ser desenvolvida e certificada na Aviação Executiva. O modelo já recebeu o certificado de tipo por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Federal Aviation Administration (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA).

Também no trimestre, o Phenom 300E foi confirmado como o jato leve mais entregue em 2019. Esse é o oitavo ano consecutivo em que o Phenom 300 alcança esta marca, tendo acumulado mais de 530 entregas desde dezembro de 2009. Os dados constam no relatório da GAMA (General Aviation Manufacturers Association), entidade americana que representa o setor.

Durante a crise da COVID-19, A Embraer está se unindo a empresas e centros de pesquisas no país para colaborar com tecnologias que possam aumentar a disponibilidade de equipamentos e soluções para o combate a pandemia.

Além da fabricação de peças para ventiladores respiratórios e sistemas de exaustão, a fábrica de assentos da Embraer (Embraer Aero Seating Technologies – EAST) está fabricando máscaras para suporte às operações na Flórida.

O Segmento de Aviação Militar (Defesa & Segurança)


A receita do segmento de Defesa & Segurança ficou estável no 1T20 em relação ao 1T19, porém sua parcela na receita total da Companhia aumentou de 21,8% no 1T19 para 23,5% no 1T20. A receita de Serviços & Suporte subiu 5% em relação ao ano anterior, para R$ 966,6 milhões no trimestre, representando 33,6% da receita consolidada no 1T20, comparado aos 29,5% no 1T19.

Durante o 1T20, diversas aeronaves encontravam-se na linha de produção do KC-390 Millennium, incluindo cinco unidades destinadas à Força Aérea Brasileira (FAB) e uma à Força Aérea Portuguesa. Dentre as cinco aeronaves para a FAB atualmente em produção, duas serão entregues ainda em 2020. As duas aeronaves KC-390 Millennium já entregues à Força Aérea Brasileira continuam a ser usadas no treinamento dos tripulantes e dos técnicos de manutenção que serão responsáveis pela operação da frota da FAB. Durante o primeiro trimestre, o programa de treinamento entrou numa nova etapa, de aero logístico supervisionado, quando as aeronaves são operadas em cenários reais para simular as missões a serem executadas pela FAB. Desde o mês de março, ambas aeronaves têm sido amplamente empregadas pela FAB no transporte de suprimentos e equipamentos médicos no combate à pandemia da COVID-19. A campanha de ensaios em voo acumulou progresso significativo durante o 1T20 com a conclusão com sucesso de testes voltados aos sistemas de missão da aeronave. O desenvolvimento da versão do KC-390 Millennium destinada à Força Aérea Portuguesa também mostrou avanço significativo, com o engajamento de fornecedores-chave na fase de definição conjunta do projeto.

Em relação ao Super Tucano, no 1T20, a SNC (Sierra Nevada Corporation) assinou um contrato com o Air Force Special Operations Command – AFSOC, pelo qual a SNC e a Embraer fornecerão duas aeronaves.

No Programa Gripen, a SAAB concluiu em março o corte da primeira peça para a versão do caça de dois lugares (biposto), o Gripen F, representando o início da produção da primeira aeronave, estabelecendo um marco importante no Programa Gripen Brasil. A Embraer participa do desenvolvimento do Gripen F em conjunto com a SAAB, por meio do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN, do inglês Gripen Design and Development Network), localizado na planta fabril da Embraer em Gavião Peixoto, interior de São Paulo. A fabricação ocorrerá na Suécia e no Brasil.

Em março, a 8ª aeronave modernizada A1-M foi finalizada e entregue para a Força Aérea Brasileira.

Em relação aos radares, entre fevereiro e março, seis unidades adicionais de modelos em escala dos Radares M60 foram entregues ao Exército Brasileiro.

Em janeiro, a Atech entregou o sistema SAGITARIO de gerenciamento de tráfego aéreo para o Paraguai. Também durante o trimestre, em março, a Atech, assinou um importante contrato com a Marinha do Brasil, juntamente com a Embraer e a Thyssenkrupp, para o desenvolvimento dos sistemas de combate e gerenciamento da plataforma para os novos Navios Classe Tamandaré.

A Savis, ao longo do 1T20, deu continuidade à implantação do projeto SISFRON com entrega de terminais leves para comunicação via satélite, de equipamentos para comunicações táticas, além de etapas relativas ao monitoramento e manutenção da rede de comunicações estratégicas do Exército Brasileiro (INFOVIA) e de suporte logístico integrado (SLI) com garantia de disponibilidade de todos os meios já entregues e em operação.

O Fim do acordo com a Boeing


Em 25 de abril de 2020, a Embraer informou a seus acionistas e ao mercado que recebeu uma notificação enviada pela Boeing comunicando sua decisão de rescindir o Acordo Global da Operação (Master Transaction Agreement ou “MTA”), sob a alegação de que a Embraer supostamente não teria atendido determinadas condições constantes do MTA até 24 de abril de 2020, data de término do MTA. Além disso, a Boeing rescindiu o Contrato de Contribuição que previa a criação de uma joint venture para a aeronave de transporte multimissão C-390 Millennium.

A Embraer acredita firmemente que a Boeing rescindiu indevidamente o MTA e o Contrato de Contribuição, e que a Boeing tinha a obrigação contínua de respeitar seus termos. Ainda a fabricante brasileira afirmou que cumpriu integralmente com todas as suas obrigações contratuais previstas no MTA e no Contrato de Contribuição e está buscando todas as medidas cabíveis contra a Boeing como reparação dos danos sofridos pela Embraer em razão da rescisão indevida e das violações do MTA e do Contrato de Contribuição pela Boeing, inclusive por meio de procedimentos arbitrais iniciados por ambas as partes em conexão com o término pela Boeing do MTA e/ou do Contrato de Contribuição.

Demais indicadores da Embraer no 1T2020


A Margem bruta consolidada da Companhia aumentou de 19,9% no 1T19 para 29,1% no 1T20. Parte dessa melhoria pode ser explicada pelo fato de a Embraer ter colocado a maioria de seus funcionários no Brasil em licença remunerada durante o mês de janeiro, para concluir a segregação interna do negócio de Aviação Comercial, e novamente em licença remunerada no final de março, devido ao fechamento temporário das operações brasileiras por causa da pandemia da COVID-19. As despesas salariais dos funcionários em licença remunerada foram tratadas como custos anormais e registradas em Outras despesas operacionais durante esses períodos, e não no custo dos produtos vendidos.

O Resultado operacional (EBIT) e a Margem operacional reportados no 1T20 foram de R$ (209,1) milhões e -7,3%, respectivamente, comparados aos R$ (53,7) milhões e aos -1,7% reportados no 1T19. Os resultados do 1T20 incluem itens especiais devido aos impactos da COVID-19:

1-      R$ 108,6 milhões em variações negativas no valor da participação da Embraer na Republic Airways Holdings e;

2-      R$ 163,1 milhões em provisões com devedores duvidosos nas contas a receber, uma vez que a Empresa adotou uma abordagem mais conservadora no contexto da pandemia da COVID-19. Não houve qualquer item especial reconhecido nos resultados operacionais do 1T19.


Excluindo-se esses itens especiais, o EBIT ajustado e a Margem EBIT ajustada do 1T20 foram de R$ 62,6 milhões e 2,2%, respectivamente, em comparação ao EBIT do 1T19 de R$ (53,7) milhões e margem EBIT de -1,7%. A margem EBIT e EBIT ajustada da Companhia aumentaram na comparação entre os trimestres, apesar dos menores volumes de entrega de jatos comerciais e das receitas consolidadas no 1T20, devido à melhor rentabilidade nos segmentos de Aviação Executiva e de Defesa & Segurança, com um melhor mix de negócios. No 1T20, os custos de separação dos negócios da Aviação Comercial e dos Serviços & Suporte relacionados com a parceria estratégica, agora encerrada, com a Boeing Company reconhecidos em janeiro, foram de R$ 96,8 milhões, comparados aos R$ 46,3 milhões reconhecidos no 1T19.

As despesas administrativas totalizaram R$ 144,4 milhões no 1T20, uma queda em relação aos R$ 173,9 milhões reportados no 1T19, devido principalmente à concessão em janeiro de licença remunerada para a maioria dos funcionários baseados no Brasil, a fim de implementar a divisão interna do negócio de Aviação Comercial da Embraer, relacionada com a parceria estratégica, agora encerrada, com a Boeing Company e em março uma vez que as operações foram temporariamente fechadas devido aos impactos da COVID-19. Os salários dos funcionários em licença remunerada nos meses de janeiro e março foram reconhecidos em Outras despesas operacionais e não em Despesas administrativas. As Despesas comerciais aumentaram de R$ 265,0 milhões no 1T19 para R$ 373,5 milhões no 1T20, devido a provisão de R$ 163,1 milhões para devedores duvidosos reconhecidos no trimestre, o que reflete uma abordagem mais conservadora, dadas as incertezas no contexto da pandemia da COVID-19 e seus impactos em grande parte de nossos clientes da aviação comercial. As despesas com Pesquisa caíram de R$ 35,3 milhões no 1T19 para R$ 26,4 milhões no 1T20, devido principalmente a diminuição das horas de engenharia, dadas as atividades de separação ocorridas em janeiro e a licença remunerada mencionada anteriormente.

Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas apresentou despesa de R$ 515,5 milhões no 1T20 em comparação à despesa de R$ 201,5 milhões no 1T19. Essa linha incluiu o reconhecimento do item especial de R$ 108,6 milhões relacionado às variações negativas no valor da participação da Embraer na Republic Airways Holdings. Excluindo-se este valor, Outras receitas (despesas) operacionais líquidas foram de R$ 406,9 milhões no 1T20. O aumento nas Outras despesas operacionais ajustadas no 1T20 deveu-se, em grande parte, ao reconhecimento, nessa conta, dos custos anormais dos salários dos funcionários em licença remunerada nesse período, ao invés de contabilizá-los no custo dos produtos vendidos e nas linhas de despesas administrativas, comerciais e de pesquisa, assim como os custos de separação realizados no 1T20 em comparação ao 1T19. No 1T20, as despesas salariais, tratadas como custos anormais, totalizaram R$ 215,4 milhões e os custos de separação foram de R$ 96,8 milhões.

No 1T20, a Embraer apresentou Prejuízo líquido de R$ 1.276,5 milhões e Prejuízo por ação de R$ 1,73, comparados ao Prejuízo líquido de R$ 160,8 milhões e o Prejuízo por ação de R$ 0,22 registrados no 1T19.

O Prejuízo líquido ajustado, excluído do Imposto de renda e contribuição social diferidos e também do impacto líquido, após imposto dos itens especiais que eventualmente tenham sido contabilizados, no período, foi de R$ 433,6 milhões e o Prejuízo por ação ajustado ficou em R$ 0,59, no 1T20. Na comparação entre os trimestres, no 1T19, o Prejuízo líquido ajustado foi de R$ 229,9 milhões e o Prejuízo por ação ajustado foi de R$ 1,25.

Os principais fatores determinantes para o aumento do Prejuízo líquido ajustado e do Prejuízo por ação ajustado foram os já mencionados declínio na receita operacional aliado ao crescimento das perdas cambiais (perda cambial de R$ 116,2 milhões no 1T20 versus ganho cambial de R$ 34,2 milhões no 1T19), dada a apreciação substancial do dólar norte-americano versus o real de 29%, entre o final de 2019 e o final do 1T20.

A Companhia encerrou o 1T20 com uma posição de Dívida líquida de R$ 6.923,2 milhões, representando um crescimento em relação à Dívida líquida de R$ 4.300,7 milhões ao final do 1T19, principalmente em função do Uso livre de caixa durante o 1T20, sazonalmente fraco, conforme explicado mais abaixo. Ao final do 1T20, a posição de liquidez da Companhia permaneceu sólida com R$ 12.999,7 milhões de Caixa total e de Investimentos financeiros. No final do trimestre, a Companhia possuía um Total de financiamentos da ordem de R$ 19.922,9 milhões, apresentando crescimento em relação aos R$ 13.673,3 milhões do 4T19 em função da variação cambial do período, assim como pelo recebimento de US$ 600 milhões de liquidez adicional de curto prazo que foi parcialmente compensada pelo pagamento em janeiro de seus vencimentos de 2020.

No 1T20, a Companhia apresentou um Caixa líquido usado pelas atividades operacionais ajustado (líquido de investimentos financeiros e ajustado pelos impactos não recorrentes no caixa) de R$ (2.510,8) milhões e um Uso livre de caixa ajustado de R$ (2.898,8) milhões. Na comparação com o 1T19, a Companhia apresentou um Caixa líquido usado pelas atividades operacionais ajustado de R$ (2.088,2) milhões e um Uso livre de caixa ajustado de R$ (2.495,1) milhões. Os principais fatores que explicam o menor fluxo de caixa livre no 1T20 foram o menor resultado líquido do período, além do investimento adicional em capital de giro (particularmente maiores estoques e menores passivos contratuais) em comparação ao mesmo período do ano anterior.

As Adições líquidas ao imobilizado totalizaram R$ 262,2 milhões no 1T20 e R$ 160,3 milhões no 1T19. Desse total, no 1T20, o CAPEX representou R$ 57,2 milhões e as Adições ao programa Pool de peças de reposição foram de R$ 205,1 milhões. As Adições ao intangível no 1T20 foram de R$ 125,8 milhões e estão relacionadas principalmente ao desenvolvimento do programa dos E-Jets E2, no segmento de Aviação Comercial, que evoluiu conforme planejado. No trimestre, o Desenvolvimento (líquido da contribuição de parceiros) totalizou os mesmos R$ 125,8 milhões.

No final do 1T20, o endividamento da Empresa teve crescimento de R$ 6.249,6 milhões em relação ao final do 4T19 e totalizou R$ 19.922,9 milhões. A dívida de longo prazo totalizou R$ 16.476,0 milhões, enquanto a dívida de curto prazo foi de R$ 3.446,9 milhões. Considerando o perfil atual da dívida, o prazo médio de endividamento é de 4,0 anos. O custo da dívida em Dólar, ao final do 1T20 ficou em 4,77% a.a., caindo em relação aos 5,27% a.a. do final de 2019. Já o custo da dívida em Reais caiu para 1,18% a.a. em comparação ao 1,52% do final de 2019.

A relação do EBITDA nos últimos 12 meses versus as despesas sobre os juros caiu de 1,2 no final do 4T19 para 0,5 no 1T20. Ao final do 1T20, 0,8% da dívida total eram denominadas em Reais.

A estratégia de alocação de caixa da Embraer continua sendo uma das principais ferramentas para a mitigação do risco cambial. Ajustando a alocação do caixa em ativos denominados em Reais ou Dólares norte-americanos, a Companhia busca neutralizar sua exposição cambial sobre as contas do balanço. Ao final do 1T20, o caixa alocado em ativos denominados em Dólar Norte-Americano era de 96%.

Complementando sua estratégia de mitigação dos riscos cambiais, a Companhia aderiu a alguns hedges financeiros para reduzir a exposição do seu fluxo de caixa. Essa exposição ocorre pelo fato de que aproximadamente 10% da Receita líquida da Companhia é denominada em Reais e aproximadamente 20% dos seus custos totais também são denominados em Reais. Ter os custos denominados em Reais superiores às receitas gera tal exposição. Para 2020, cerca de metade da exposição em Real está protegida, caso o Dólar se desvalorize abaixo de R$ 3,80.
Para taxas de câmbio acima deste nível, a Empresa se beneficiará até um limite médio de R$ 4,40 por Dólar. A Embraer ainda não adotou hedge cambial para 2021.

Além dos motivos descritos a seguir, a variação cambial, na comparação entre os trimestres, foi um dos principais fatores de crescimento dos ativos e passivos operacionais. Conforme mencionado anteriormente, um dos fatores que contribuiu para o Uso livre de caixa no 1T20 foi a sazonalidade de um maior nível de investimento em capital de giro. Dada também a sazonalidade do menor número de entregas no primeiro trimestre, os Estoques aumentaram R$ 5.598,1 milhões e ficaram em R$ 15.207,5 milhões ao final do 1T20. Além disso, os Passivos de contrato cresceram R$ 1.527,6 milhões ao final do 1T20, e ficaram em R$ 7.289,3 milhões. As Contas a receber de clientes e ativos de contrato tiveram crescimento de R$ 673,2 milhões e encerraram o 1T20 em R$ 3.856,8 milhões. A conta Fornecedores encerrou o trimestre com um crescimento de R$ 1.118,9 milhões, totalizando R$ 4.475,2 milhões. O imobilizado subiu de R$ 2.284,0 milhões para R$ 10.581,6 milhões no final do 1T20, enquanto o Intangível aumentou R$ 2.491,7 milhões para terminar o período em R$ 10.761,6 milhões.

Em cenário desafiador, Embraer (EMBR3) divulga resultados do 1º Trimestre de 2020 | É MAIS QUE VOAR

A companhia definiu o Fluxo de caixa livre como Fluxo de caixa operacional menos Adições ao imobilizado, Adições ao intangível, Investimentos financeiros e Outros ativos. O Fluxo de caixa livre não é uma medida contábil no IFRS. Ele é apresentado porque é utilizado internamente como uma medida para avaliar certos aspectos do nosso negócio. A Companhia também acredita que alguns investidores o consideram uma ferramenta útil para medir a posição de caixa da Embraer. O Fluxo de caixa livre não deve ser considerado como uma medida de liquidez da Companhia ou como uma medida de seu Fluxo de caixa como reportado em IFRS.
Além disso, o Fluxo de caixa livre não deve ser interpretado como uma medida do Fluxo de caixa residual disponível para a Companhia para gastos discricionários, uma vez que a Companhia pode ter exigências obrigatórias de serviço da dívida ou outras despesas não discricionárias que não são deduzidas desta medida. Outras empresas do setor podem calcular o Fluxo de caixa livre de maneira diferente da Embraer para fins de divulgação de resultados, limitando assim sua utilidade para comparar a Embraer com outras empresas do setor.

O EBITDA LTM representa o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização acumulado ao longo dos últimos 12 meses. Não é uma medida financeira do desempenho financeiro da Companhia em IFRS. O EBIT conforme mencionado neste material de divulgação refere-se ao lucro antes de juros e impostos e, para fins de relatório, é o mesmo que o informado na Demonstração de Resultados como Lucro Operacional antes da Receita Financeira.

O EBIT e o EBITDA são apresentados porque são utilizados internamente como medidas para avaliar certos aspectos do negócio. A Empresa também acredita que alguns investidores os consideram ferramentas úteis para medir o desempenho financeiro de uma empresa. O EBIT e o EBITDA não devem ser considerados como alternativas para, isoladamente ou como substitutos da análise da condição financeira da Companhia ou dos resultados das operações, conforme divulgado no IFRS. Outras empresas do setor podem calcular o EBIT e o EBITDA de maneira diferente da Embraer para fins de divulgação de resultados, limitando a utilidade do EBIT e do EBITDA como medidas comparativas. O EBIT ajustado e o EBITDA ajustado são medidas não-GAAP e ambos excluem o impacto de vários itens não recorrentes.

O Lucro líquido ajustado é uma medida não-GAAP, calculada pela adição do Lucro líquido atribuído aos acionistas da Embraer mais imposto de renda diferido e contribuição social do período, bem como pela remoção do impacto de itens não recorrentes. Além disso, para fins de cálculo dos benefícios (despesa) do Imposto de Renda da Embraer, a Companhia é obrigada a registrar impostos resultantes de ganhos ou perdas devido ao impacto das variações do Real sobre o Dólar norte-americano sobre ativos não monetários (principalmente Estoque, Intangível e Imobilizado).
É importante observar que os impostos resultantes de ganhos ou perdas sobre ativos não monetários são considerados impostos diferidos e são contabilizados na demonstração consolidada do Fluxo de caixa da Companhia, sob imposto de renda e contribuição social diferidos.


Outros dados informativos para investidores:
Em cenário desafiador, Embraer (EMBR3) divulga resultados do 1º Trimestre de 2020 | É MAIS QUE VOAR


Comentários

Mais Lidas

Saiba como funciona os filtros e a reciclagem de ar a bordo dos aviões ao combate do vírus

Ministério da Infraestrutura envia balsa com insumos para reconstruir Aeroporto de Coari, na Amazônia

Delta resumes flights between US and China







2019 © É MAIS QUE VOAR
Ads